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Quando tudo sai do controle.

Quando você está passando pelo inferno.

Quando parece demais para lidar.

Quando você não acredita no que ouviu, viu ou leu, algo tão retrógrado.

Quando fica em choque com o que seres humanos são capazes de fazer uns com os outros.

Quando vê alguém profundamente imerso em uma lavagem cerebral.

Quando chega a um ponto em que parece não haver mais esperança de que as coisas melhorem.


A Arte Pode Salvar o Mundo | Criatividade como Resistência

 

Bem, meus amigos, posso dizer que existe sim uma solução para esse sentimento de impotência: ARTE.

 

A arte pode literalmente salvar o mundo.

A arte levanta perguntas, promove consciência e gera impacto emocional em níveis que, muitas vezes, não conseguimos alcançar de outra forma.

Arte, não importa o meio.

 

A arte pode salvar o mundo.

 

Então faça mais arte.

Mesmo quando o mundo grita o contrário.


A Arte Pode Salvar o Mundo | Criatividade como Resistência

 
 

Às vezes penso que tenho uma tendência a fazer as coisas de forma automática, sem me aprofundar muito. Algo talvez um pouco frio. Quem vê de fora acha que me jogo com tudo, cheia de emoções, mas, para ser sincera, me jogo no escuro, mais no estilo "vamos viver e ver no que vai dar" do que movida por uma paixão arrebatadora. Mas o que isso tem a ver com o tema deste texto? Bem, o fato de estar prestes a completar 10 anos vivendo em outro país — de ter imigrado — encaixa-se exatamente nessa categoria do "vamos ver no que vai dar", sem pensar muito. Inconsequente? Talvez.

Eternamente Imigrante

Minha imigração não aconteceu porque eu queria viver em outro país, nem porque desejava trabalhar fora. Não foi porque eu precisava deixar um lugar sem oportunidades e muito menos porque buscava a tão falada "liberdade". Imigrei para viver um amor que estava começando a florescer, para ver no que ia dar. E assim voltamos ao primeiro parágrafo. Inconsequente? Talvez.


Acredito que, quando se imigra por uma razão assim, fica-se com a sensação de que sempre serei uma imigrante. Meu coração, minha história, minha cultura, minhas raízes, minha língua, meu sotaque e minha alma estarão para sempre no meu país de origem. Não importa o tempo que eu viva fora, os documentos que eu tenha ou o quanto eu me adapte. Uma vez imigrante, para sempre imigrante.


Eternamente Imigrante
Sim, essa sou eu!

A cada ano nos Estados Unidos, sinto-me mais brasileira. E, a cada ano aqui, sinto mais saudade da minha terrinha. Não quero entrar na discussão sobre qual lugar é melhor. Isso não me interessa, até porque todos os países têm seus próprios problemas, aquela coisinha que dá motivo para reclamar. Ah, mas tinha que ser brasileiro, americano, sueco, jamaicano, polonês, coreano... e por aí vai.


Será que essa sensação de não pertencer vai acabar algum dia? Acho que possivelmente não. E, sinceramente, nem sei dizer se isso é bom ou ruim. Apenas sigo vivendo e sentindo-me uma eterna imigrante.


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